<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4618916895611709430</id><updated>2011-11-27T15:54:15.070-08:00</updated><title type='text'>ARTE-FINAL - 19ª Edição</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://arte-final.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4618916895611709430/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arte-final.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>_CarmeN_BenteS_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13127895967018742089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4618916895611709430.post-2116673553275167754</id><published>2010-12-15T08:20:00.001-08:00</published><updated>2011-05-23T20:27:06.468-07:00</updated><title type='text'>Bico de Pena</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Como Um Cristal Bonito - Carmen Bentes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que me forcei demais e forcei demais uma dor desnecessária. Presentemente há em mim uma tristeza doce e serena que me acode no lugar da angústia e do medo. Ainda assim há um prenúncio de trêmulo pavor, sensação própria de quem anda tateando sem confiar no próximo passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um “cristal bonito que se quebra quando cai” (lembra da música?). Sou assim e assim foi este sentimento que – teimosa e insistentemente – alimentei tentando a vida normal. Como existir vida normal para o que foi esgarçado até não sobrar nem trapos, somente pedacinhos de mágoa soltos ao sabor da ventania?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colar o cristal acabou por ser uma idéia tola. Reconstitui a peça toda, de fato. Mas olhando-a eram evidentes as ranhuras entre um pedaço e outro, o cristal já não é mais o mesmo. Não tem a beleza exata do intocado, a harmonia do que foi construido para ser o que era: belo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficou canhestro como um Frankstein. Por que, então, insiti tanto? Talvez nossa frágil concepção existencial que culmina com a morte e a morte é nossa única certeza, nos faça desejar que tudo seja imutável, embora a vida seja mutante e as pessoas também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tenho à minha frente a possbilidade do novo, sem recomeços, apenas descobertas e a construção de um afeto possível por que invadir-me com lembranças de quem não é mais o que foi um dia? Tão pouco eu mesma sou o que já fui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só pode mesmo ser este pavor atávico do fim que nos preenche como uma morte em vida, quase uma claustrofóbica sensação de catalepsia existencial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhando ao meu redor vejo as caixas de papelão onde preciso guardar meus objetos para a mudança. Vejo a árvore de Natal com a foto dos meus pais e realizo que – em um espaço curto de tempo – a dor varreu minha vida e a transformou em argila disforme que, vagorosamente, preciso modelar tão logo esteja com os pés e o emocional em terra firme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há saída, preciso sujar as mãos para esculpir algo novo que me sirva daquilo que chamam existência. Um cristal inteiro, sem ranhuras. Quando conseguir fazê-lo vou guardá-lo com cuidado redobrado e bem longe de emoções desnecessárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobretudo vou afastá-lo de você para que jamais volte a quebrar meu mundo particular, meu cristal esotérico, que estilhaçou-se em fragmentos minúsculos ante a sua manipulação nefasta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por enquanto só me resta olhar, desconsolada, o estrago que permiti.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;I really love the animals. People, sometimes, give us problems.&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4618916895611709430-2116673553275167754?l=arte-final.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://arte-final.blogspot.com/feeds/2116673553275167754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4618916895611709430&amp;postID=2116673553275167754&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4618916895611709430/posts/default/2116673553275167754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4618916895611709430/posts/default/2116673553275167754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://arte-final.blogspot.com/2010/12/como-um-cristal-bonito-carmen-bentes.html' title='Bico de Pena'/><author><name>_CarmeN_BenteS_</name><uri>http://www.blogger.com/profile/13127895967018742089</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
